Então é isso, "amigos" do Facebook, tchau pra vocês. Acho que não tem mais nada pra gente compartilhar. Eu até que tenho tentado curtir as suas coisas, mas ficou claro para mim que a gente simplesmente não tem nada em comum. Eu não gosto das suas páginas, você não apóia as minhas causas, eu nunca participei dos seus eventos, e nunca jamais fui marcado em uma foto com você. Deve ser coisa minha: enquanto a maioria de vocês tem centenas de pessoas pra se conectar, eu me esforço para manter em um seleto grupo de dois dígitos.
Mas de verdade, quem são essas 91 pessoas? Então, uns dezoito são família e por família quero dizer da minha mãe ao meu primo de terceiro grau. E você podia até pensar que eu não largaria esse canal pra não cortar uma linha de comunicação, certo? Errado: quanto menos você vê a sua família mais você gosta deles, porque quando vocês se reúnem você percebe como vocês não tem nada em comum. Quer dizer, é bom saber quando eles casam, têm filhos, mas eu prefiro ouvir isso da minha avó, pra acabar tirando dela alguma fofoca. Além disso, aqueles que realmente se importam falam comigo por telefone, Skype, pessoalmente ou em sonhos. Sim, até mesmo os parentes mortos me contactam mais do que alguns familiares do Facebook.
Mas tem também o grupo dos "colegas". Um monte de gente que ia para a escola com você ou gente com quem você trabalhou, mas não aqueles que se tornaram amigos: eu tô falando dos que te "adicionaram" e você ficou constrangido de ignorar. Ou bem eles tão te usando para fazer volume, ou então ... não, eles tão te usando mesmo. E já que agora eu estou saindo daqui, posso dizer: se em dois anos na universidade você nunca me escolheu pro seu grupo de estudo, porque agora eu deveria deixar você ver as minhas fotos da lua de mel? E não não vem ao caso o fato que eu não deveria publicar um momento tão íntimo na internet.
O terceiro tipo de pessoas que eu estou tentando eliminar da minha vida digital, eu nomeei "amigos dos amigos", o tipo mais complicado de relacionamento. Basicamente você não os conhece, mas eles conhecem o seu pai, ou o seu melhor amigo, aí que você os adiciona em consideração aos seus queridos e acaba se arrependendo pra sempre de ter de partilhar os seus pensamentos com esse povo que te convida pra jogar Farmville e posta vídeos do Evanescence. Na maioria das vezes eles te adicionam porque a sua mãe sugeriu, e novamente, eles acham que é legal ter 687 contatos em suas listas.
Por último, mas não menos irritante: o tipinho enganador. Essa é a pessoa que você ficou tão feliz de encontrar online e depois sacou que ele não dá a mínima para você. Ele aceitou a sua amizade e acabou: ele não comenta o seu status, ele não curte os seus links ou álbuns, e não é capaz nem de escrever "Happy B-day" no seu mural. Essas pessoas não vão sequer chegar a saber que estou falando deles, porque eles não vão ler a minha nota! Então que se f*!
Para aqueles dez que sobraram: vocês sabem o meu endereço, tem o meu telefone, meu contato no Skype e meu e-mail. Talvez a gente não se fale o tempo todo, mas eu sei que a nossa amizade tá lá, porque há três meses atrás a gente trocou uns 5 e-mails em uma semana, e às vezes isso é suficiente para um ano inteiro. E eu amo você e/ou admiro você e/ou acho você do caralho e/ou a gente tem os mesmos pais, de forma que nós poderíamos passar o resto de nossas vidas separados, eu vou sempre compartilhar as minhas fotos íntimas com você.
Porcamente traduzido para minha própria língua por mim!
ReplyDeleteBem me parecia que isto era muito americano:)
ReplyDeleteEu liko d'isto!:)
ainda porcamente traduzido, mas dei uma melhorada...
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