O nosso amor é assim,
duas partículas de massa ínfima
que se encontram num vazio infinito por culpa do caos.
E porque tem movimento,
e porque tem gravidade
a gente fica ali, girando um na órbita do outro,
num equilíbrio eterno e instável,
Aquele tipo de fusão que se perde um elétron
– por pressa ou fricção –
corre o risco de um Big Bang.
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